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Cadeia produtiva da construção avalia política habitacional em SP durante a pandemia e sua retomada

Setor da construção, no país, cresce mesmo com crise gerada pela pandemia do Coronavírus. Plataforma criada para fomentar inovação e empreendedorismo no setor une empresas, organizações, empreendedores e centros de conhecimento e tecnologia

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

O déficit habitacional na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) chegou, pela primeira vez, em 2020, à marca de um milhão de moradias, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, no país, chegou a 7,8 milhões. Com as medidas restritivas para conter a disseminação da Covid-19, a atividade econômica no Brasil e no mundo sofreu vários baques. Empresas e indústrias dos setores mais afetados empreenderam para mitigar os prejuízos trazidos por este período difícil. Com o objetivo de tratar dos principais pontos da retomada econômica e da política habitacional do Estado de São Paulo, sob o olhar dos indicadores da cadeia produtiva da construção, a Fiesp realizou encontro no formato de videoconferência com importantes players do setor.

O debate sobre o tema se deu na última quinta-feira (27/8), durante reunião plenária do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic) da Fiesp e também trouxe à tona uma ferramenta importante no que diz respeito aos assuntos inovação e tecnologia para o setor.

O diretor titular do Deconcic, José Romeu Ferraz Neto, reforçou a importância de encontros como este, uma vez que o Departamento congrega e defende entidades da cadeia da construção.

O secretário de Habitação do Estado de São Paulo, Flavio Amary, contou que, desde o início do período de distanciamento social, tem realizado reuniões periódicas com prefeitos das cidades paulistas, além da intensa troca de mensagens para dar sequência a todas as ações em prol do trabalho de regularização fundiária e política habitacional como um todo. “Recentemente, fizemos uma entrega vigorosa de matrículas. Foram mais de duas mil no último encontro virtual que realizamos. O empenho também é para trazer investimento privado para o setor, agilidade e produtividade por meio da iniciativa privada”, informou o secretário.

A economista Andrea Bandeira, que também é consultora do Deconcic, explicou que a crise causada pelo novo coronavírus teve efeito maior sobre o setor informal da construção. Os empregos com carteira assinada cresceram 2,5% no primeiro semestre de 2020. “Houve uma perda de ritmo em muitas obras, em razão da pandemia, mas não houve queda. O terceiro trimestre deste ano já deve apontar um crescimento, uma trajetória de recuperação”, completou. O setor conta com cerca de 830 mil trabalhadores formais no segmento de edificações e 444 mil no segmento de obras de infraestrutura,

Inovação

Durante a reunião on-line, o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Francisco Vasconcellos, apresentou, em conjunto com Conrado Rabelo (Head), a plataforma iCON Hub, criada para fomentar a inovação e o empreendedorismo no setor da construção civil, no Brasil, unindo empresas, organizações, empreendedores e centros de conhecimento e tecnologia.

“Temos provas que a tecnologia tem o poder de nos fazer avançar enquanto segmento. Com o iCON Hub, o objetivo é sermos um indutor de inovação para o setor, sem travas e com agilidade. Para isso, tiramos essa plataforma do papel e, assim, conectamos os negócios ao ambiente de inovação mais relevante e dinâmico da construção civil”, informou Vasconcellos. Para entender como utilizar a ferramenta, os interessados podem acessar este link: https://www.iconhub.com.br/

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Debatedores avaliam política habitacional em SP e os reflexos da pandemia na cadeia produtiva da construção. Foto: Karim Kahn/Fiesp