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Brasil precisa aproveitar pré-sal para estimular indústria de transformação, diz Skaf na abertura de evento em Paulínia

Presidente do Ciesp e da Fiesp destaca importância do desenvolvimento de tecnologias brasileiras no Paulínia Petróleo e Gás

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, esteve na manhã desta quarta-feira (21/08) na abertura do “Paulínia Petróleo e Gás”, mais importante encontro do setor na região realizado na cidade homônima da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

A programação do evento – uma iniciativa do Ciesp e da Fiesp – prossegue até esta quinta-feira (22/08) no Theatro Municipal de Paulínia,e  inclui atividades como congresso, rodada de negócios e sala de crédito.

Além de Skaf, participaram da cerimônia de abertura o vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê da Cadeia de Petróleo e Gás (Competro) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho,  o gerente regional do Sebrae de Campinas, Carlos Cavalcante, e o gerente geral da refinaria da Petrobras em Paulínia, Claudio Pimentel, entre outros nomes.

Em seu pronunciamento, depois de parabenizar Ciesp de Campinas pelo evento e de destacar o trabalho do Competro, o presidente da Fiesp e do Ciesp lembrou que eventos similares ao Paulínia Petróleo e Gás serão realizados em sete cidades de São Paulo.

“Até 2020, haverá investimentos de meio trilhão de dólares no setor”, disse Skaf. “Mas não adianta só a produção de petróleo e a exportação. Temos que fazer das riquezas do pré-sal formas de inovação e geração de tecnologia que podem gerar 4 milhões de empregos ao longo desses anos”, afirmou.

“Que por meio desses investimentos sejam desenvolvidas tecnologias brasileiras, com grande estímulo à indústria de transformação.”

O presidente das entidades destacou a importância de que o país tenha os recursos naturais a preços competitivos. “É muito mais do que produzir e exportar excedentes. A produção de petróleo e gás pode trazer grandes riquezas para o país. Precisamos tirar o maior proveito para o Brasil”, afirmou. “Que as riquezas petrolíferas sejam revertidas para o bem das pessoas, ter gás e petróleo a preços competitivos”.

Skaf lembrou ainda que São Paulo “tem que dar o exemplo ao Brasil e ao mundo”. “E Campinas, que é “a região do estudo”, “tem que dar o exemplo a São Paulo, ao Brasil e ao mundo”.

“A Fiesp e o Ciesp existem para isso, para promover grandes debates”, disse. “Tudo o que contribuir para nos enriquecer de conhecimento nós vamos levar adiante”, concluiu Skaf.

Representante do Ciesp

José Nunes Filho, diretor-titular Ciesp Campinas, destacou a importância econômica da região. “Paulínia é essa ‘Dubai na RMC’, como costuma dizer o presidente da Fiesp, com um teatro maravilhoso e ruas largas.”

Nunes Filho agradeceu o apoio dos envolvidos no evento. “Isso é resultado de um trabalho focado nas vocações básicas da RMC, a vocação logística por rodovias e aeroportos, a vocação do conhecimento, pelas faculdades, universidades e institutos de pesquisa e a terceira vocação, que é a cadeia produtiva de petróleo e gás”, disse.

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Cerimônia de abertura do ‘Paulínia Petróleo e Gás’. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Temos a maior refinaria do Brasil, a Refinaria do Planalto Paulista (Replan). Precisamos aproximar as empresas da Replan”, explicou.

Prefeito de Paulínia

O prefeito Edson Moura Júnior fez questão de dar as boas-vindas à Paulínia, “cidade do petróleo e do cinema”. “Cerca de 65% da nossa arrecadação é oriunda da Replan”.

“Paulínia é terra de oportunidades”, disse Moura Júnior, após cumprimentar autoridades, empreendedores, investidores e fornecedores.

“Nossa refinaria, a Replan, responde por 25% da produção nacional de gasolina e diesel. Gostaria de dizer que o governo municipal de Paulínia tem um programa de incentivo na área”, afirmou. “Gostaria que vocês olhassem para Paulínia com olhar de futuro.”

Agência Ciesp de Notícias