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Brasil precisa acompanhar transformações para atrair investimentos

O Brasil e as Macrotendências Mundiais foi tema da reunião do Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria na Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Estar atento às transformações que estão ocorrendo pelo mundo e as novas oportunidades de negócios e investimentos que podem ser geradas foi um dos pontos destacados nesta sexta-feira, 20/2, durante a reunião do Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria (Compi) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Em sua apresentação sobre “O Brasil e as Macrotendências Mundiais”, José Ricardo Roriz, segundo vice-presidente da Fiesp e do Ciesp, apresentou dados sobre crescimento de renda e da população até 2030.  “Teremos crescimento de renda e de população na Ásia e África, quanto que na Europa será apenas de renda. Já na América Latina teremos um baixo crescimento de renda e população em razão, principalmente, de países como Venezuela e Argentina que puxam esse avanço para trás. Dentro desse quadro, o Leste asiático e a África são pontos de maior atratividade para o investimento de grandes corporações, que são detentoras do grande capital”, observou.

De acordo com dados apresentados na reunião, o aumento do PIB mundial até 2030 deve ser de US$ 80 trilhões, com 20% sendo de aumento de renda no Sul da Ásia e de 47% no Leste asiático. Já o crescimento da população nesse mesmo período pode ser de 1,35 bilhão de pessoas. Quando se trata de Brasil, 90% da população mais pobre tem IDH do Suriname. “Como vamos resolver problema de saúde e segurança, por exemplo, com um IDH nesse nível? A capacidade de consumo é baixa e a capacidade ociosa na indústria está em 35%. O industrial não consegue vender mais não em razão do marketing ou de produto inovador, mas em razão de a capacidade de consumo do brasileiro ser muito baixa”, alertou.

Diante desse cenário, as alternativas apresentadas para atrair capital e fomentar o crescimento econômico para o país está no setor de infraestrutura, com os projetos de privatização. “Nosso potencial também está na área de alimentação. A produção agrícola tem capacidade para crescer 41% até 2030. É preciso esse aumento para que a demanda por alimentos seja suprida”, disse.

Quanto à inovação tecnológica, Roriz lembra que ela está acontecendo principalmente nas pequenas e médias empresas. “As startups são os novos pipeline de inovação. Elas trabalham para trazer inovação para as grandes empresas”, destacou.

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Primeira reunião do Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria (COMPI) com abertura de Milton Bogus e apresentação do vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp