Balança comercial paulista tem superávit de US$ 842,3 milhões no acumulado dos 9 primeiros meses de 2016

Pesquisa da Fiesp e do Ciesp analisa a participação de 39 regiões do Estado nas exportações e importações

Agência Indusnet Fiesp

O saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo foi superavitário em US$ 842,3 milhões no acumulado dos 9 primeiros meses de 2016. As exportações somaram US$ 39,5 bilhões, registrando crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2015. As importações acumularam US$ 38,7 bilhões, queda de 22,1% em relação ao acumulado de janeiro a setembro de 2015.

Para efeito de comparação, o saldo da Balança Comercial do Brasil nos 9 primeiros meses de 2016 foi superavitário em US$ 36,2 bilhões, ante um superávit de US$ 10,3 bilhões no mesmo período em 2015. As exportações brasileiras atingiram US$ 139,4 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016, queda de 3,5% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações acumularam US$ 103,2 bilhões, 23,1% a menos que no acumulado de janeiro a setembro de 2015.

Das 39 Diretorias Regionais analisadas, as Diretorias Distritais de São Paulo obtiveram a 1ª colocação do Estado no volume de exportações, atingindo US$ 6,6 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016. Esse valor representou um aumento de 22,2% em relação aos US$ 5,4 bilhões exportados no mesmo período de 2015. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcar (27,2% da pauta) e de sementes e grãos (16,5%). A região também ficou em primeiro no volume importado pelo Estado, com total de US$ 7,0 bilhões, 20,6% menor que nos 9 primeiros meses de 2015. Os aparelhos e instrumentos mecânicos aparecem como destaque, respondendo por 11,3% da pauta importada, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,8%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 7º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 387,7 milhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 4,7 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016, alta de 5,3% em relação ao acumulado no mesmo período de 2015, US$ 4,5 bilhões. O principal responsável foram as aeronaves, com 59,2% da pauta exportadora da região. Essa mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 3,2 bilhões, queda de 37,3% em relação ao importado no acumulado dos 9 primeiros meses de 2015. O setor de combustíveis foi o mais expressivo entre os desembarques do período (26,0% da pauta importadora). Assim, o saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 2º maior dentre as diretorias, com um superávit de US$ 1,5 bilhões, contra déficit de US$ 683,9 milhões no acumulado de janeiro a setembro de 2015.

A DR de Santos obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com volume de US$ 2,8 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016, ou 9,8% a mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior, US$ 2,6 bilhões. O destaque foram as sementes e frutos (30,0% da pauta). Quanto às importações, a DR de Santos totalizou US$ 578,4 milhões nos 9 primeiros meses de 2016, aumento de 0,8% em relação aos US$ 573,5 milhões importados no mesmo período de 2015. O destaque foi a importação de combustíveis (54,1% da pauta). Essa diretoria teve o maior superávit da balança comercial de janeiro a setembro de 2016, com US$ 2,2 bilhões de saldo positivo, 12,3% a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 6,1 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016, queda de 18,5% em relação ao mesmo período de 2015. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,1% da pauta) e dos produtos químicos orgânicos (16,5%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 3,9 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016.

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