Balança comercial paulista tem superávit de US$ 823,3 milhões no primeiro semestre de 2016

Pesquisa da Fiesp e do Ciesp analisa a participação de 39 regiões do Estado nas exportações e importações

Agência Indusnet Fiesp/Ciesp

O saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo foi superavitário em US$ 823,3 milhões no acumulado do 1º semestre de 2016, de acordo com a pesquisa Ranking de Exportações da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), que também mede a participação das 39 regiões do Estado no total da balança comercial paulista.

As exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 25,7 bilhões, registrando crescimento de 2,9% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto as importações acumularam US$ 24,8 bilhões, uma queda de 26,8% em relação ao acumulado de janeiro a junho de 2015.

Para efeito de comparação, o saldo da Balança Comercial do Brasil no 1º semestre de 2016 foi superavitário em US$ 23,7 bilhões, ante um superávit de US$ 2,2 bilhões no mesmo período em 2015. As exportações brasileiras atingiram US$ 90,3 bilhões no acumulado de janeiro a junho 2016, uma queda de 4,3% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações acumularam US$ 66,6 bilhões, uma queda de 27,7% em relação ao acumulado de janeiro a junho de 2015.

Análise do 1º semestre de 2016 por diretoria regional do Ciesp

As diretorias distritais de São Paulo obtiveram a 1ª colocação do Estado no volume de exportações, atingindo US$ 4,3 bilhões no acumulado de janeiro a junho de 2016. Esse valor representou um crescimento de 26,9% em relação aos US$ 3,4 bilhões exportados no mesmo período de 2015. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de semente e grãos (22,8% da pauta) e de açúcar (22,7%). Já as importações das diretorias distritais de São Paulo totalizaram US$ 4,4 bilhões, 27,3% menor que no 1º semestre de 2015. A região também ficou em 1ª colocação no volume importado pelo Estado. Os aparelhos e instrumentos mecânicos aparecem como destaque, respondendo por 12,1% da pauta importada, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,9%). Com estes resultados, o saldo da balança comercial da diretoria regional (DR) de São Paulo foi o 9º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período um saldo negativo de US$ 124,9 milhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 2,92 bilhões no acumulado de janeiro a junho de 2016, 1,1% superior ao acumulado no mesmo período de 2015, US$ 2,89 bilhões. O principal responsável foram as aeronaves, com 60,9% da pauta exportadora da região. Esta mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 2,2 bilhões, uma queda de 35,4% em relação ao importado no acumulado do 1º semestre de 2015. O setor de combustíveis foi responsável pela maioria dos desembarques do período (29,9% da pauta importadora). Assim, o saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 2º mais positivo dentre as diretorias, com superávit de US$ 708,2 milhões, ante déficit de US$ 538,2 milhões no acumulado de janeiro a junho de 2015.

A diretoria regional de Santos obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 2,0 bilhões no 1º semestre de 2016, 9,0% a mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior, US$ 1,8 bilhão. O destaque foram as exportações de sementes e grãos (38,6% da pauta). Quanto às importações, a DR de Santos totalizou US$ 360,4 milhões no 1º semestre de 2016, uma queda de 16,8% em relação aos US$ 433,1 milhões importados no mesmo período de 2015. O destaque foi a importação de combustíveis (49,6% da pauta). Essa diretoria teve o destaque em superávit da balança comercial de janeiro a junho de 2016, com US$ 1,6 bilhão de saldo positivo, 17,2% a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações com US$ 3,7 bilhões no 1º semestre de 2016, uma queda de 23,3% em relação ao mesmo período de 2015. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (32,0% da pauta) e de produtos químicos orgânicos (15,8%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 2,3 bilhões no 1º semestre de 2016.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o saldo comercial por município do Estado de São Paulo referente ao 1º semestre de 2016. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp fizeram uso dessa informação para elaborar uma análise do comércio exterior de cada uma das 39 Diretorias Regionais (DR) do Ciesp.

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