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Balança comercial paulista é deficitária em US$ 75,3 milhões no primeiro trimestre do ano

Apesar de crescimento nas exportações e queda nas importações, número permanece negativo

Agência Indusnet Fiesp/Ciesp

O saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo foi deficitário em US$ 75,3 milhões no acumulado do 1º trimestre de 2016, mostra pesquisa da Fiesp e do Ciesp. As exportações somaram US$ 12,1 bilhões, registrando crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2015. Por sua vez, as importações acumularam US$ 12,2 bilhões, uma queda de 30,8% em relação ao acumulado de janeiro a março de 2015.

Para efeito de comparação, o saldo da Balança Comercial do Brasil no 1º trimestre de 2016 foi superavitária em US$ 8,4 bilhões, ante um déficit de US$ 5,6 bilhões no mesmo período em 2015. As exportações brasileiras atingiram US$ 40,6 bilhões no acumulado de janeiro a março de 2016, uma queda de 5,1% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações acumularam US$ 32,2 bilhões, uma queda de 33,4% em relação ao acumulado de janeiro a março de 2015.

Análise por Diretoria Regional 

As Diretorias Distritais de São Paulo ficaram em primeiro lugar do Estado no volume de exportações entre as 39 Diretorias Regionais analisadas, atingindo US$ 2,0 bilhões no acumulado de janeiro a março de 2016. Este valor representou um crescimento de 15,5% em relação ao US$ 1,7 bilhão exportado no mesmo período de 2015. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcares e produtos de confeitaria (22,4% da pauta) e de sementes e frutos oleaginosos, grãos, sementes e frutos diversos, plantas industriais ou medicinais, palhas e forragens (16,7%). Já as importações das DR’s de São Paulo totalizaram US$ 2,2 bilhões, valor 29,2% menor que no 1º trimestre de 2015.

A região também ficou na 1ª colocação no volume importado pelo Estado. Os reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes aparecem como destaque, respondendo por 12,7% da pauta importada, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios (12,0%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 6º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 222,5 milhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 1,3 bilhão no acumulado de janeiro a março de 2016, 8,7% superior ao acumulado no mesmo período de 2015 (US$ 1,2 bilhão). Os principais responsáveis foram as aeronaves e aparelhos espaciais, e suas partes, com 65,1% da pauta exportadora da região. Essa mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 1,1 bilhão, uma queda de 47,7% em relação ao importado no acumulado do 1º trimestre de 2015. Os combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas, ceras minerais foram os principais responsáveis pelos desembarques do período (28,6% da pauta importadora). Assim, o saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 6º mais positivo dentre as diretorias, com um superávit de US$ 246,5 milhões, ante um déficit de US$ 828,6 milhões no acumulado de janeiro a março de 2015.

A DR de Santos obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 892,3 milhões no 1º trimestre de 2016, 12,5% a mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior (US$ 792,9 milhões). O destaque foi para os açúcares e produtos de confeitaria (29,3% da pauta). Quanto às importações, a DR de Santos totalizou US$ 180,9 milhões no 1º trimestre de 2016, uma queda de 14,2% em relação aos US$ 210,9 milhões importados no mesmo período de 2015. O destaque foi a importação de combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas, ceras minerais (43,3% da pauta). Essa diretoria teve o destaque em superávit da balança comercial de janeiro a março de 2016, com US$ 711,4 milhões de saldo positivo, 22,3% a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 1,8 bilhão no 1º trimestre de 2016, uma queda de 24,7% em relação ao mesmo período de 2015. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios (35,0% da pauta) e dos reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes (13,8%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 1,1 bilhão no 1º trimestre de 2016.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o saldo comercial por município do Estado de São Paulo referente ao acumulado do 1º trimestre de 2016. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp fizeram uso desses dados para elaborar uma análise do comércio exterior de cada uma das 39 Diretorias Regionais (DR) do Ciesp.

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