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Atividade industrial paulista mostra reação no início de 2020, aponta Fiesp

Sensor marca 52 pontos em fevereiro e indica expansão para o mês

ristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista mostra melhora de sua atividade em 2020. As vendas reais avançaram 8,9% na passagem de dezembro para janeiro, excluídos os efeitos sazonais. As horas trabalhadas registraram alta de 1,1% em janeiro e o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) apontou aumento de 0,4 p.p, atingindo a marca de 75,6% no mês. Os dados são do Levantamento de Conjuntura divulgados nesta quarta-feira (11/3), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

O Sensor, também medido pela federação, referente ao mês de fevereiro, ficou acima da linha de estabilidade, marcando 52 pontos, com ajuste sazonal, indicando aumento da atividade industrial paulista no mês.

O componente estoque foi o que mais colaborou positivamente para o resultado geral, seu índice passou de 54,2 pontos em janeiro para 55,8 pontos no mês corrente. Com este resultado, o indicador se mantém pelo terceiro mês consecutivo acima dos 50 pontos (dezembro 52,1 e janeiro 54,2 pontos). Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável.

Outro destaque positivo foi o indicador de vendas que apresentou forte melhora em fevereiro.  Ao passar de 46,4 pontos em janeiro para 54,9 pontos no mês corrente (variação de 8,5 pontos) o indicador cruza a linha de estabilidade e passa para o campo de expansão. Ao ficar acima de 50 pontos, indica expectativa de aumento das vendas no mês.

“No último bimestre de 2019 a indústria foi afetada por fatores negativos transitórios como um forte ajuste de estoques no segmento automobilístico, que deve ser revertido no início de 2020, como aponta os resultados de janeiro e o sinalizado pelo Sensor em fevereiro. Apoiado pelo baixo nível da taxa de juros (Selic) e pela expansão do crédito, o quadro é de melhora da atividade industrial nos próximos meses. O processo de retomada está consolidado. Temos agora o risco do efeito cornonavírus na economia global”, avalia Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

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