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Antecipação da Concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) beneficia indústria e sociedade, na análise da concessionária atual

Com compromissos que vão além do transporte de carga, Fiesp debate em webinar a importância de um sistema de logística bem estruturado no Brasil

Milena Nogueira, Agência Indusnet Fiesp

O primeiro webinar gratuito e aberto de 2021 do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp aconteceu nesta terça-feira (2/2) e tratou sobre a renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A proposta tem como objetivo renovar o contrato da FCA, com término previsto para 2026, por mais 30 anos, em troca de novos investimentos no acordo. Para apresentar as propostas e o que está sendo conduzido junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o encontro contou com especialistas em logística da VLI, empresa controladora da concessionária.

Com a audiência pública sobre o processo previsto para  esta quarta-feira (3/2), a VLI pontua o valor agregado da FCA na formação da cadeia integrada e na expansão da empresa como a maior ferrovia brasileira, com 7.220 km de extensão. Também conecta importantes portos: a FCA integra as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, e absorve seis terminais para produtos agrícolas e siderúrgicos. Com isso, a concessionária cresceu 32% no volume de cargas transportadas nos últimos cinco anos.

Desde o início da concessão, em 1996, a malha ferroviária passou por mudanças no tipo de transporte e no processo doméstico de importação. Para eles, existe a necessidade de fazer uma análise para destinação e vocação de trecho para desenvolver a cadeia produtiva, além de beneficiar cada vez mais o setor dos industrializados, do agronegócio e fertilizantes, e da siderurgia e construção.

O compromisso com a sustentabilidade transparece nos trabalhos em conjunto com as comunidades do entorno da ferrovia, que soma mais de R$13 milhões em programas de educação, esporte e de meio ambiente.

Recursos para o desenvolvimento industrial

Impulsionada com a previsão de recursos adicionais de R$ 13,8 bilhões pela ANTT, aplicados na melhoria e expansão da infraestrutura, aquisição de equipamentos, sistemas de sinalização, a LVI afirma ter um projeto bem estruturado e moderno de logística integrada para atender o mercado. Denominado de mini ferrovia-porto, o projeto facilita o trabalho das pontas, desde os caminhões próprios até a entrega no terminal portuário pela ferrovia, o que encurtou de 64,7 para 6,2 horas de todo o transporte.

Em relação ao desenvolvimento da indústria nacional, a concessionária declara que contribuiu para a produção de novas locomotivas e com a instalação da fábrica em Sete Lagoas (MG), um cenário que incentiva a competitividade frente ao mercado internacional.

Para a VLI, a renovação do contrato de concessão traz o grande compromisso em poder antecipar investimentos que seriam feitos somente a partir de 2026. Tudo isso a partir dos recursos previstos pela ANTT. Silvana Alcantara, diretora de Relacionamento Institucional e Regulatório da VLI, apresentou os serviços que a sociedade ganha com a renovação da FCA: Contrato modernizado em prol do interesse público; projetos para infraestrutura brasileira; fomento da indústria ferroviária nacional; mais segurança e soluções de mobilidade urbana; atendimento a novos parâmetros de desempenho; geração de empregos e impostos; maior equilíbrio da matriz de transporte do país; melhor qualidade de vida para a comunidade; redução na emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE).

Outra análise levada em conta com a renovação é o crescimento no fluxo de demanda para produtos agrícolas e fertilizantes, como em 58% em enxofre e 29% em agronegócio. E, em produtos siderúrgicos, de construção e industrializados como o clinquer (74%), coque/carvão (44%), contêineres (22%) e álcool (20%). Apesar destes números, levantados em 2017,  precisarem de atualização, os percentuais foram usados como projeção na apresentação para audiência pública.

Assista na íntegra o webinar neste link