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4.0: transformação digital da indústria exige nova arquitetura organizacional

Indústria 4.0 exige mudança de produção e gestão. No Brasil, 22% do conjunto da indústria é ainda 2.0.

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp desta terça-feira (11/6), teve como tema “Os problemas que o Brasil enfrentará para ajustar-se à indústria 4.0 e ampliar suas ligações produtivas com o exterior”.

David Kupfer, diretor do Instituto de Economia da UFRJ e conselheiro do Cosec, foi o convidado para falar sobre o assunto em questão e lembrou que a transformação digital é disruptiva e que a automação já passa pelo processo de barateamento. “A automação flexível está se tornando extremamente barata a ponto de permitir a personalização do produto. A adoção de tecnologia impacta na queda de custos e acelera as transformações e a expansão dos mercados”, disse.

Dados de uma pesquisa apresentada por Kupfer mostram que 22% do conjunto da indústria brasileira é ainda 2.0. Já a indústria 4.0 é representada por 33% das multinacionais que estão no país. “A indústria brasileira é mais digital no relacionamento inter-empresarial, usando a tecnologia para fora da empresa e não na produção e no negócio. A diferença entre nós e empresas europeias é que elas focam em digitalizar mais seu interior e menos seu exterior”, avaliou.

Apesar das vantagens competitivas oferecidas pela adoção da digitalização, Kupfer lembra que as empresas ainda sentem muitas dificuldades. “Digitalizar ainda é muito difícil para empresas. Esse processo exige mudar manufatura, produção e gestão. Além disso, a empresa precisa ter arquitetura organizacional, sem isso não é possível digitalizar”, observou.

A reunião do Cosec foi presidida por José Ricardo Roriz Coelho, 2º vice-presidente da Fiesp.

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Conselheiros, especialistas e convidados debatem sobre “Os problemas que o Brasil enfrentará para ajustar-se à indústria 4.0 e ampliar suas ligações produtivas com o exterior”. Foto: Karim Kahn/Fiesp