Reunião do COMEX volta a alertar às empresas sobre Catálogo de Produtos

Os encontros acontecem mensalmente, próxima reunião será em 20 de julho

O departamento de Comércio Exterior do CIESP Jundiaí promoveu, na quarta-feira, dia 22, a Reunião do COMEX, que reúne, de forma remota, os profissionais da área que atuam nas empresas de Jundiaí e Região. Os encontros acontecem mensalmente sempre às terceiras quartas-feiras de cada mês, com exceção deste mês, por conta do feriado de Corpus Christi, celebrado no dia 16 de junho.

Marcio Ribeiro Julio, diretor de Comex, Cileide David, diretora adjunta, coordenaram a reunião que contou com a presença do dr. Diego Joaquim, advogado aduaneiro que traz, em todos os encontros, a atualização da legislação que impacta o dia a dia do comércio internacional. A reunião deste mês trouxe ainda o alerta sobre Catálogo de Produtos e NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) e a urgência das empresas se atualizarem nesta questão, com a participação da especialista Talita Olivatto.

O diretor de COMEX anunciou que o próximo encontro será no dia 20 de julho. “Vamos promover a próxima reunião do COMEX, em parceria com o Conselho Municipal de Relações Internacionais, grupo vinculado à Prefeitura de Jundiaí e que promove debates sobre formas de internacionalizar a cidade, atrair investidores internacionais e empresas estrangeiras, fomentar o comércio exterior e assessorar o poder público para definição de políticas públicas para programas e projetos de cooperação internacional. Juntos, Conselho Municipal e CIESP Jundiaí promovemos ações e eventos conjuntos para fomentar o comércio internacional na cidade”, explicou Marcio.

Ele destacou ainda sobre o papel do CIESP Jundiaí em promover um ambiente positivo para os empresários e empreendedores da cidade. “Gostaria também de reforçar e agradecer o Vinícius Ribas, diretor do NJE Jundiaí, um grande parceiro que tem nos ajudado muito na divulgação dos nossos encontros e participado também. Infelizmente, não tenho conseguido retribuir a participação em seus eventos, porque as agendas do comércio exterior têm me mantido além do nosso horário comercial”, lamentou. “A nossa militância no CIESP Jundiaí é defender um modelo administrativo mais decente para o país, um modelo tributário que permita que as indústrias sejam mais eficientes em seus processos e fazemos isso por meio dos nossos departamentos, cuja atuação de cada diretor segue neste sentido”, completou.

Sobre a situação do frete internacional, Marcio destacou que é possível ver um cenário de melhora. “Hoje, podemos dizer que é possível fazer um diagnóstico de melhora com relação ao fluxo de mercadorias partindo da Ásia. Ainda temos problemas com nos Estados Unidos que estão sofrendo com a falta de mão de obra: são mais de 10 mil vagas abertas e que não conseguem ser preenchidas. O governo americano está, inclusive, avaliando autorizar vistos temporários para trabalhadores da área de logística”, comentou, reforçando a forte presença do México no cenário atual. “O México é um país que tem condições propícias para absorver parte do volume de produção que hoje está na China, por uma série de motivos: tem saída para os dois oceanos, tem uma legislação que facilita o processo de montagem e desmontagem de produtos, tem um acordo internacional com os Estados Unidos para cerca de 95% dos seus produtos”, listou, destacando que o mapa do comércio exterior tem se transformado nos últimos anos. 

Marcio lembrou ainda que o booking da Ásia, apesar dos preços ainda abusivos, estão com prazos melhores de 2 a 3 semanas. “Um cenário bem diferente de três meses atrás, quando o prazo era de até 8 semanas: hoje conseguimos mais previsibilidade na cadeia”, anunciou.

Um tema que exaltou os ânimos dos profissionais que estavam participando da reunião foi a Operação Padrão da Receita Federal. “Infelizmente, a Operação Padrão da Receita Federal não está afetando o governo que continua arrecadando normalmente. O impacto está recaindo apenas sobre os importadores que ficam numa situação delicada com seus clientes e o dia a dia do comércio internacional”, avaliou Cileide David, diretora adjunta de Comércio Exterior do CIESP Jundiaí.

CATÁLOGO DE PRODUTOS – Tema recorrente nas últimas reuniões, dada a importância do tema, os diretores trouxeram novamente o debate sobre Catálogo de Produtos e os Atributos da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) com a participação da especialista Talita Ferreira Olivatto. “Gosto muito deste assunto e acredito que vai trazer muitos benefícios para o importador”, destacou, anunciando que tem participado das reuniões do Portal Único de forma voluntária para acompanhar todas as etapas de implantação do Catálogo de Produtos. “O esforço de construção desta ferramenta com o preenchimento e mapeamento de informações por parte das empresas é o que está provocando um desconforto para as empresas, mas depois desta fase, todas serão beneficiadas com mais eficiência do novo sistema”, defendeu.

Clique aqui e baixe a apresentação de Talita sobre Catálogo de Produtos.

Talita explicou que todo importador terá que declarar todos os dados sobre os produtos. “Estas informações serão registradas apenas uma vez, um trabalho prévio a todo o processo trazendo benefícios para as empresas frente à Receita Federal. Uma vez que as informações ajudam a identificar melhor a mercadoria, a Receita vai conseguir fazer uma análise de risco antecipada, facilitando as licenças de importação. Assim, a Receita terá uma base de dados para atuar na prevenção e na fiscalização destes produtos. O novo portal vai também evitar a redundância com a emissão do mesmo tipo de documento para vários órgãos”, anunciou.

Um dos alertas que Talita fez foi com relação à nomeação do gestor, um ou mais profissionais que precisam ser designados para esta função. A especialista mostrou ainda as abas do site, orientando o preenchimento do catálogo de produtos e seus atributos, explicando quais e como os campos deverão ser preenchidos.

Diante de tudo que foi apresentado, Cileide resumiu quais as atribuições de cada empresa. “O que podemos fazer neste momento? Enquanto o governo não publica a versão final do sistema, as empresas podem adiantar os seus processos com a revisão dos NCMS. Se pegarem aquela lista de atributos da Consulta Pública, as empresas podem adiantar a classificação de seus produtos e adiantar os cadastros dos operadores estrangeiros”, orientou.

A reunião se encerrou com a participação do advogado aduaneiro, Diego Joaquim, que trouxe a atuação da legislação que impacta o dia a dia das empresas brasileiras frente ao comércio internacional. Ao todo foram 26 atualizações do período de 18 de maio a 22 de junho. Para baixar a lista de atualizações, clique aqui.

Cíntia Souza – Assessoria de Comunicação CIESP Jundiaí

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