“A pol√≠tica de compliance age contra a corrup√ß√£o”, destacou Coriolano

Marcelo Cereser é diretor titular do CIESP Jundiaí

O departamento Jurídico do CIESP Jundiaí, coordenado por Elizabeth Broglio, promoveu na quarta-feira, 17/10, um workshop para debater o Compliance, um tema que envolve o combate à corrupção em todos os níveis, na empresa, no trabalho e também sob a ótica da Polícia Federal.

Coriolano Aur√©lio de Almeida Camargo Santos, juiz do TIT, diretor titular adjunto do departamento Jur√≠dico da FIESP;¬†Leila Chevtchuk, desembargadora do TRT 2¬™ Regi√£o; e Paulo V√≠brio J√ļnior, delegado federal, chefe da Delegacia de Pol√≠cia Federal em Campinas palestraram durante o evento.

O diretor titular do CIESP Jundia√≠, Marcelo Cereser e o vice-diretor Claudio Palma, receberam Gustavo Maryssael de Campos, Gestor da Casa Civil, representando o prefeito de Jundia√≠, Luiz Fernando Machado; e Mauritius Reisky, ex-diretor titular do CIESP Jundia√≠ e atual¬†Diretor de Rela√ß√Ķes Teuto-Brasileiras, do Col√©gio Visconde de Porto Seguro.

Coriolano abriu o semin√°rio destacando a import√Ęncia de combinar as regras das rela√ß√Ķes com os funcion√°rios, principalmente sobre uso de internet, redes sociais e WhatsApp. “Hoje a internet altera o nosso pensar e o agir de forma extremamente abrupta, sem tempo para pensa”, alertou. ‚ÄúA governan√ßa corporativa √© um todo e o compliance faz parte deste todo‚ÄĚ, destacou Coriolano Aur√©lio de Almeida Camargo Santos, juiz do TIT, diretor titular adjunto do departamento Jur√≠dico da FIESP, refor√ßando a import√Ęncia de buscar novas solu√ß√Ķes para solucionar novos problemas e novas tecnologias. “Precisamos de novas tecnologias de investiga√ß√£o para nos proteger e proteger nossas empresas. A sua verdade s√≥ voc√™ sente, de maneira √ļnica, por isso, precisamos das leis para nos proteger”, refor√ßou.

Uma pol√≠tica de compliance deve garantir que a empresa esteja em conformidade com suas obriga√ß√Ķes. ‚ÄúA pol√≠tica de compliance age contra a corrup√ß√£o e veio para salvar as empresas que tenham dentro de sua estrutura pessoas ou quadrilhas praticando crimes. O compliance coloca, desta forma, a empresa num patamar de prote√ß√£o com rela√ß√£o √† corrup√ß√£o ativa ou passiva, praticada utilizando a sua estrutura‚ÄĚ, orientou, o juiz do TIT.

Coriolano é juiz do TIT

A desembargadora do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) 2ª Região, Leila Chevtchuk, abordou um tema que ela vê com frequência no seu dia a dia: a violência contra a mulher no ambiente cibernético e no mundo do trabalho.

Ela apresentou 5 casos de ass√©dio sofrido por mulheres que reverteram em indeniza√ß√Ķes e demiss√Ķes por justa causa, tanto da empresa, quanto da funcion√°ria que se sentiu lesada. “A viol√™ncia contra a mulher nas redes sociais n√£o est√° descolada do mundo real, mas, reproduz, ao contr√°rio, as discrimina√ß√Ķes constru√≠das socialmente”, comentou, apresentando dados alarmantes de que a cada 10 mulheres que usam a internet, 7 j√° foram expostas a algum tipo de viol√™ncia. “61% dos assediadores virtuais s√£o homens e a mulheres. Quando uma mulher sobre um crime de internet, ela sofre tr√™s dores: a da trai√ß√£o, a vergonha e a puni√ß√£o, pois a maioria das v√≠timas s√£o responsabilizadas pelo ass√©dio”, lamentou.

Leila é desembargadora do TRT 2

Segundo Leila, as pessoas n√£o foram educadas sobre como se comportar num ambiente virtual. “N√£o h√° espa√ßo virtual que esteja desconectado do espa√ßo real. E, neste sentido, as √°reas de compliance das empresas poderiam agir preventivamente: criar um c√≥digo de √©tica que regule as rela√ß√Ķes no ambiente de trabalho”, orientou.

Polícia Federal

Paulo V√≠brio J√ļnior come√ßou sua participa√ß√£o abordando as atribui√ß√Ķes da Pol√≠cia Federal. Como delegado federal j√° atuou no¬†Porto de Paranagu√°/PR (2003/2007), em Santos/SP (2007/2011) e em Ribeir√£o Preto (2012/2015). Assumiu a Chefia da Pol√≠cia Federal em Campinas, em 2015. De l√° para c√°, ele vem acompanhando a diminui√ß√£o, ano a ano do n√ļmero de policiais federais atuando no pa√≠s. “Atualmente, enquanto a Pol√≠cia Militar tem 100 mil homens e mulheres atuando no Estado de S√£o Paulo, a Pol√≠cia Federal tem 9 mil para todo o pa√≠s”, lamentou.

Paulo é delegado da Polícia Federal

“Todos batem na porta da Pol√≠cia Federal em busca de atendimento, mas n√≥s n√£o podemos atuar em todas as esferas e, infelizmente, n√£o temos autonomia financeira para nos gerir”, comentou, destacando que a Pol√≠cia Federal tem um diretor geral que fica em Bras√≠lia. ‚ÄúHoje n√£o temos mais perigo de sermos comandados por pessoas estranhas ao nosso quadro e somos uma pol√≠cia de Estado e n√£o de governo. N√£o estamos vinculados a este ou aquele governo, ningu√©m consegue segurar a pol√≠cia federal‚ÄĚ, destacou.

Para destacar a import√Ęncia do compliance, o delegado comentou sobre a Opera√ß√£o Hip√≥critas, cujo nome faz alus√£o ao juramento de Hip√≥crates, feito por todos os m√©dicos ao se formarem, no qual prometem exercer a medicina honestamente. “A investiga√ß√£o revelou que alguns m√©dicos assistentes t√©cnicos e, por vezes contando com a intermedia√ß√£o de advogados, ajustavam o pagamento de vantagens indevidas a m√©dicos peritos judiciais para emiss√£o de laudo pericial favor√°vel √† parte interessada. Descobrimos a participa√ß√£o de multinacionais alem√£s, japonesas, italiana, irlandesa e mexicana e, em grande parte dos casos, evid√™ncias de que os m√©dicos peritos judiciais solicitaram, aceitaram e/ou receberam os valores oferecidos e, por conta disto, beneficiaram a empresa que providenciou a propina”, explicou o delegado.

Cíntia Souza РAssessoria de Comunicação РCIESP Jundiaí

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