Lutar pelos interesses dos industriais. Este sempre foi o papel do Ciesp. E a principal estratégia para dar extensão à voz da entidade foi se espalhar pelas diversas regiões do estado. A regionalização teve início em 1949, e hoje a entidade se divide em 42 Diretorias Regionais, Municipais e Distritais que trabalham diretamente as necessidades do chão de fábrica. “As bases no interior, ligadas à Sede, funcionam como pontas de lança. Temos um contato mais próximo com as indústrias e trazemos as demandas específicas de cada região”, afirma Rafael Cervone Netto, 1º vice-presidente da entidade.
Na estrutura em que se organiza o Ciesp, a associação sempre foi uma livre iniciativa do industrial. “Isso reflete a importância que a instituição representa para o segmento, na medida em que reúne as maiores representações industriais em âmbito estadual do mundo, entre 9 mil associados”, destaca Fausto Cestari, 2º vice-presidente.
Privilegiado pela forte rede no interior do estado, o entidade carrega algo peculiar: a capilaridade. “A proximidade de órgãos regionais, prefeituras e câmaras municipais facilita a discussão do dia-a-dia”, diz Cervone. Para ele, a autonomia da entidade e sua atuação capilar são importantes estratégias de competitividade. “O Ciesp tem um papel preponderante diante dos desafios, como a isonomia competitiva e a guerra fiscal entre estados”. Além das 42 Diretorias, a entidade se distribui em 10 macrorregiões que compõem o conselho de representantes, que apontam as demandas regionais.
Indústria em ação
O principal traço que define o perfil de atuação da entidade está em sua capacidade de interlocução, e de ser porta-voz das demandas da classe industrial. O nosso atuante Ciesp é uma entidade que registra uma longa história de significativas realizações. É inestimável o valor de seu trabalho de integração do empresariado do setor no estado.
A efetiva representatividade do setor industrial é apontada pelos empresários como a principal conquista da entidade em oito décadas de trabalho. “A indústria se sente representada na liderança do Ciesp, absolutamente necessária para que São Paulo cresça”, diz Cervone, que em tom otimista pincela a tarefa para os próximos anos: “Devemos continuar conduzindo ações efetivas para o setor produtivo, para que extrapolem para questões nacionais. Defender ética e responsabilidade, que é a razão de ser do Ciesp, é defender o Brasil”.
Desafios
Desde a fundação do Ciesp, a indústria paulista passou a defender seus interesses de forma independente. Com foco na participação política e na prestação de serviço, o objetivo sempre foi transformar o industrial em formador de opinião. Hoje, não é diferente. “O Ciesp tem poder de formar lideranças e de reforçar líderes autênticos preocupados não só com a causa da indústria, mas com a causa da comunidade”, sublinha José Eduardo Mendes Camargo, 3º vice-presidente.
Com entusiasmo, Rafael Cervone enumera as tarefas que a entidade tem pela frente. Segundo ele, a desoneração de produtos para aumentar a competitividade da indústria e equalizar as diferenças em relação a outros países é uma das principais bandeiras empunhadas. “Os maiores desafios são a inserção dos produtos no mercado mundial e o desenvolvimento de uma real política industrial para o Brasil, superando os obstáculos das reformas de que o país precisa, que darão à indústria as condições favoráveis para o desenvolvimento sustentável”, diz o 1º vice-presidente. “Agregar valor aos produtos por meio de inovação tecnológica é uma questão fundamental”, define.